Num contexto económico cada vez mais exigente e competitivo, as organizações enfrentam hoje um desafio central: garantir que os seus profissionais estão preparados para responder a um mercado em permanente transformação.
A velocidade a que o conhecimento evolui é hoje uma das grandes características do mundo empresarial. Novos enquadramentos legais, novas ferramentas tecnológicas e novas expectativas por parte dos clientes obrigam as empresas a adaptarem-se continuamente. De acordo com o World Economic Forum, cerca de 44% das competências profissionais irão sofrer alterações significativas até 2027, o que demonstra claramente que a aprendizagem contínua deixou de ser uma opção para passar a ser uma verdadeira necessidade estratégica.
A experiência demonstra que as organizações que conseguem acompanhar esta evolução são precisamente aquelas que investem de forma consistente no desenvolvimento das suas pessoas. A formação, quando bem estruturada, não é apenas uma ferramenta de qualificação técnica. É também um instrumento de transformação cultural dentro das empresas.
Ao longo dos últimos anos, tenho tido a oportunidade de acompanhar de perto a evolução de empresários e equipas que diariamente enfrentam o desafio de gerir pessoas, desenvolver negócio e responder às exigências de um mercado cada vez mais sofisticado. E esta experiência reforçou uma convicção muito clara de que as empresas crescem de forma sustentável quando investem no crescimento das suas pessoas.
Estes dados confirmam aquilo que a experiência no terreno também demonstra: as pessoas querem evoluir, aprender e sentir que fazem parte de organizações que acreditam no seu potencial.
Assim, num mercado cada vez mais competitivo, a formação deve ser encarada como um verdadeiro investimento estratégico. As empresas que conseguem aprender mais depressa são também aquelas que conseguem adaptar-se mais rapidamente, inovar e criar vantagem competitiva.
É inequívoco que o futuro das organizações passa por investir nas pessoas, por promover uma cultura de aprendizagem contínua e por preparar líderes capazes de desenvolver equipas fortes, motivadas e orientadas para resultados.
Porque, em última análise, não são as empresas que crescem, mas sim as pessoas que delas fazem parte, e é esse crescimento que transforma as organizações.
Fonte: https://eco.sapo.pt/opiniao/formacao-o-verdadeiro-motor-do-crescimento-das-organizacoes/
O relatório Future of Jobs Report do World Economic Forum (WEF). A projeção indica que 44% das competências essenciais dos trabalhadores vão sofrer disrupção devido ao avanço acelerado de tecnologias como a inteligência artificial, a automação e a transição para a economia verde.
Esta realidade transformou o conceito de lifelong learning (aprendizagem contínua) numa necessidade de sobrevivência profissional. De acordo com os dados mais recentes do World Economic Forum, as competências dividem-se em duas grandes frentes de valorização:
Embora a tecnologia avance, as capacidades puramente humanas ganharam ainda mais peso no mercado. As empresas destacam: [1]
A literacia digital já não chega; exige-se agora especialização para lidar com a automação:
Fonte: https://www.weforum.org/
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