O Carnaval é sinónimo de festa, convívio e libertação da rotina, mas nem sempre é vivido da mesma forma por todos. Um artigo recente sobre saúde mental nesta época alerta para o impacto que o excesso de estímulos — multidões, barulho constante, falta de sono e pressão social — pode ter no bem-estar emocional.
Especialistas referem que, embora a folia possa ser positiva para muitos, também pode desencadear ansiedade, irritabilidade e sensação de sobrecarga em pessoas mais sensíveis a ambientes intensos. A combinação de aglomerações, noites mal dormidas e consumo de álcool cria um cenário de hiperestimulação do sistema nervoso, reduzindo a capacidade de autorregulação emocional.
Além disso, a pressão para “aproveitar ao máximo” ou para socializar pode aumentar o stress, sobretudo entre quem não se sente confortável em ambientes ruidosos ou lotados. Respeitar os próprios limites e procurar momentos de pausa são estratégias recomendadas para preservar o equilíbrio emocional durante a época festiva.
Apesar dos alertas frequentes nesta altura do ano, a gestão do stress e da ansiedade continua a ser um desafio para muitas pessoas. É aqui que a formação assume um papel fundamental.
Tal como acontece com a sustentabilidade ou a segurança, a saúde mental exige competências práticas. Programas de formação dirigidos a escolas, técnicos, animadores, organizadores de eventos e comunidades podem ajudar a:
reconhecer sinais de ansiedade e sobrecarga emocional;
criar ambientes festivos mais inclusivos e seguros;
promover pausas, zonas de descanso e alternativas tranquilas;
ensinar estratégias simples de autorregulação e gestão do stress.
Períodos festivos como o Carnaval mostram que o bem-estar emocional não depende apenas de escolhas individuais, mas também da forma como os eventos são pensados e organizados.
Integrar a saúde mental no planeamento de atividades festivas é uma oportunidade de aprendizagem coletiva. Através de ações de formação e educação emocional, é possível preparar crianças, jovens e adultos para lidar com ambientes intensos, respeitar limites pessoais e apoiar quem se sente sobrecarregado.
Mais do que uma preocupação sazonal, o tema revela a necessidade de investir em formação contínua em saúde mental.
Assim, o Carnaval pode continuar a ser uma celebração de alegria e partilha, sem deixar de lado o cuidado com o equilíbrio emocional de todos.
Referência: Paivense | Saúde Mental no Carnaval
UC03804 APLICAR METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO E CONTROLO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS (50H)
Plataforma Moodle
Sessões Síncronas - 19H00 às 22h00 em direto com o/a formador/a
Não tem Sessões Presenciais
Sessões Estudo - Manuais digitais e audiovisuais
Avaliação da aprendizagem de 0 a 20 valores
Formação profissional certificada | Diploma emitido pelo SIGO + Passaporte qualifica |
25 HORAS