A aprendizagem de línguas ao longo da vida é hoje reconhecida como uma competência central para a cidadania ativa, a inclusão social e a empregabilidade numa sociedade marcada pela mobilidade e pela globalização. No contexto europeu, a competência multilingue integra o quadro das oito competências chave para a aprendizagem ao longo da vida, sublinhando a importância de utilizar diferentes línguas em contextos pessoais, sociais, académicos e profissionais ao longo de todo o percurso biográfico.
Em 2022, cerca de 59% dos europeus declararam conseguir manter uma conversa em pelo menos uma língua diferente da sua língua materna, valor que aumentou face a 2012 e 2005, o que confirma a centralidade das competências linguísticas no espaço europeu. Dados recentes mostram ainda que, entre os adultos em idade ativa (25-64 anos) na União Europeia, cerca de 37,6% referem falar uma língua estrangeira, 24,7% duas línguas estrangeiras e 12,3% três ou mais, ilustrando a crescente relevância do multilinguismo para a vida profissional e social.
Aprender línguas em diferentes fases da vida estimula o cérebro, reforça memória, atenção e flexibilidade cognitiva, estando associado a benefícios comprovados ao nível da saúde cerebral e do adiamento do declínio cognitivo. Estudos comunitários recentes indicam, por exemplo, que a prevalência de demência em adultos mais velhos bilingues pode ser significativamente inferior à observada em monolingues (cerca de 0,4% contra 4,9%), sugerindo um efeito protetor do uso regular de duas ou mais línguas ao longo da vida.
Paralelamente, a proficiência em mais do que uma língua abre oportunidades de mobilidade, estudo e trabalho em contextos internacionais, sendo altamente valorizada por empregadores que operam em mercados competitivos e globalizados. Mais de metade dos europeus afirma utilizar línguas estrangeiras no trabalho e cerca de 45% considera que as suas competências linguísticas lhes permitiram obter um emprego melhor no seu próprio país, o que reforça a importância estratégica da formação linguística ao longo da vida.
A política de multilinguismo da União Europeia aponta para o objetivo “língua materna + 2”, incentivando todos os cidadãos a comunicar em pelo menos duas línguas adicionais como condição para o diálogo intercultural, a coesão social e a competitividade económica. Documentos estratégicos europeus sublinham que a diversidade linguística é um recurso a proteger e promover, apelando ao investimento contínuo em educação linguística em todos os ciclos e modalidades de educação e formação, incluindo a educação de adultos e a formação profissional contínua.
Cedefop – Multilingual competence / multilingual skills / multilingualism?
European Commission – Council Recommendation on Key Competences for Lifelong Learning?
Special Eurobarometer 540 – Europeans and their languages?
Eurobarometer – Languages surveys overview?
Eurostat – Foreign language skills statistics?
Statista – Share of Europeans speaking foreign languages 2022?
European Commission – EU multilingualism policy – promoting language diversity?
Kids4AllL – The Key Competence Framework: focus on multilingual competences?
European Commission – Multilingualism: An asset and a shared commitment (PDF)
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